Plataforma de Cooperação do SUS
A Regina me indicou este artigo do Elio Gaspari e resolvi publicar, embora me incomode esta visão da saúde como um simples plano de saúde que fornece exames, consultas, medicamentos e internação como o Elio Gaspari deixa transparecer em seu artigo.
Fico satisfeito de perceber a aprovação por quem o utiliza com estes objetivos, embora eu ache que não deveríamos pautar o seu direcionamente somente nestas avaliações, mas muito mais na participação.
"Botar a boca no mundo", como diz o Elio Gaspari pode ajudar. Mas só botar a boca no mundo sem se envolver na solução de seus problemas, principalmente dos custos cada vez maiores para recursos finitos e insuficientes para tudo que se pretende ser obrigação da saúde levará o modelo ao colapso.
Ouço frequentemente dizerem que o problema do SUS é só de gestão pois verba há. Mas será que algum eficiente plano de saúde assumiria o sistema pagando o que o governo paga, para fazer tudo o que o SUS tem que fazer? Acho que não, por mais eficiente que seja o plano de saúde.
É por isso que eu acho que teríamos que ampliar a participação, e a utilização de redes amplas de mídias sociais, como alternativa às mídias tradicionais, e de uma visão não corporativa e não liberal dos seus profissionais.
Um longo caminho ainda teremos que trilhar para estas mudanças. Mas temos que, de alguma forma, começar.
Considerando que o Programa de Saúde da Família traz em seu bojo o aspecto da PROMOÇÃO da Saúde e não somente o da Assistência, é interessante constatar que a quase totalidade dos usuários do PSF entrevistados avaliaram o Programa como bom ou muito bom. Podemos assim arriscar a interpretação de que as ações relacionadas à "Promoção" estão sendo mais valorizadas pelos usuários e não somente consulta médica, exames, medicamentos... Quanto às mudanças preconizadas, creio que o Controle Social deveria ocupar mais espaço nesse cenário do SUS.
Oi, Clarice. Sim, concordo com vc.
O PSF realmente é uma revolução porque o seu foco é na promoção e tem 80,7% de aprovação.
Eu gostria de ter sido um clínico do PSF, lutei por isso. Só não aderi à proposta que venceu no município de São Paulo, quando me ofereceram, porque não tinha mais a qualificação para conduzir bem a pediatria e a gestante/saúde da mulher como médico de família. Gostaria de ter sido um clínico que conhece a condição da família do qual cuido, ir até a sua casa, como me disse o Cleber ontem, do Parque da Lapa, porque mudaria toda a percepção terapêutica, este conhecimento da família e do seu domícilio. Mas não me sentiria confortável de acompanhar o recém-nascido, suas intercorrências/urgências e a mulher gestante, a minha capacidade técnica na família seria apenas com o adulto ou idoso, por isso não aceitei participar, mas teria sido uma experiência incrível poder acompanhar um paciente, e interferir não só com uma receita médica, mas em todo o processo saúde-doença do indivíduo e da família.
Infelizmente, a mídia tradicional não enfatiza esta "mudança de paradigma" porque existe um interesse muito forte na sociedade, para que os valores da clínica, da terapêutica e da assistência permaneçam os mesmos, focando na demanda individual, e não na promoção.
Apoio o controle social desde que seja para esta mudança de percepção, um controle social com participação permanente da sociedade para resolução deste problema amplo e complexo, que é o financiamento do sistema.
Mas, acho que o importante é continuarmos sonhando e lutando pelos nossos sonhos. A geração que chega, formada no PSF, é que legitimamente deve ocupar os espaços para esta revolução que o sistema precisa, não nós da velha geração, formados como clínicos, pediatras, ginecologistas e especialistas em geral. O futuro tem que ser deles, o sistema depende deles acreditarem, para esa mudança social do que é "ser cuidado para se ter saúde".
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